segunda-feira, 12 de setembro de 2011
SE...gestões #1
SE essa cabecinha não respeita a minha, o que faz esse corpitxo perto do meu?
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SE...gestões de D.Mindinho,
uma heroína com TPM
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
É óptimo isto de não saber quando vamos morrer. A guilhotina sustentada por areia de ampulheta é coisa para deixar qualquer boa alminha em freniquitos.
Eu tenho a mania que não sei se acordo no dia seguinte. Bem, não penso nisto todos os dias, caso contrário a minha vida era a verdadeira maluqueira. Mas confesso que tenho sérias dificuldades em pensar a longo prazo.
Quando me ponho a matutar sobre estas matérias (de elevado interesse para gente como eu), dou conta que se soubesse que estes olhinhos não veriam o sol amanhã muita coisa ficava por dizer, outro tanto por fazer.
Quando a "Verónika decide morrer" permitiu-se prazeres que até então ignorou ou, até aposto, calou dentro de si. Foi só dar-lhe um prazo e era vê-la a ser feliz.
Hoje vi um filme sobre isto: a areia da ampulheta a escorrer.
No meu estado não deveria pensar, muito menos expressar estas coisas. A meia dúzia de dias de dar ao mundo uma vida que carrego e a pensar em prazos e morte?! Pois que o que me fez escrever estas linhas (mal ajambradas) foi mesmo a Vida.
E se eu fizer de conta que já ouço o tic tac e resolver fazer e dizer o que consta na lista? - Mal não há-de fazer.
Na verdade, fico bem contente por não o ouvir. Talvez alguns dias me saibam a pão da véspera, outros têm sabores mais exóticos, mas a tonta (in)certeza do poder acordar no outro dia e saber que bem perto estão aqueles que me fazem dormir contente, preserva-me a alma dos freniquitos de agonia.
Eu tenho a mania que não sei se acordo no dia seguinte. Bem, não penso nisto todos os dias, caso contrário a minha vida era a verdadeira maluqueira. Mas confesso que tenho sérias dificuldades em pensar a longo prazo.
Quando me ponho a matutar sobre estas matérias (de elevado interesse para gente como eu), dou conta que se soubesse que estes olhinhos não veriam o sol amanhã muita coisa ficava por dizer, outro tanto por fazer.
Quando a "Verónika decide morrer" permitiu-se prazeres que até então ignorou ou, até aposto, calou dentro de si. Foi só dar-lhe um prazo e era vê-la a ser feliz.
Hoje vi um filme sobre isto: a areia da ampulheta a escorrer.
No meu estado não deveria pensar, muito menos expressar estas coisas. A meia dúzia de dias de dar ao mundo uma vida que carrego e a pensar em prazos e morte?! Pois que o que me fez escrever estas linhas (mal ajambradas) foi mesmo a Vida.
E se eu fizer de conta que já ouço o tic tac e resolver fazer e dizer o que consta na lista? - Mal não há-de fazer.
Na verdade, fico bem contente por não o ouvir. Talvez alguns dias me saibam a pão da véspera, outros têm sabores mais exóticos, mas a tonta (in)certeza do poder acordar no outro dia e saber que bem perto estão aqueles que me fazem dormir contente, preserva-me a alma dos freniquitos de agonia.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O amor não pede licença, não faz cerimónia. Instala-se e convive paredes meias com tudo o que por cá dentro andava. Com tudo o que foi semeado, que cerimoniosamente foi entrando.
O amor não precisa de porta aberta nem de janela encostada. Entra desavergonhadamente sem pedir licença. Instala-se e damos mais de nós, somos mais de outros. O mundo passa a ser casa de quem tem amor.
Uma vez vi o amor entrar numa vida. Como todo o amor, entrou e não se anunciou; foi sentido como os ventos da Bolanha (despertam dias, adormecem cansaços).
Dessa vez vi a vida com amor. Coisa não anunciada, mas tão bem amada.
A falta de modos do amor faz a vida mais prazenteira. Dias que correm, conversas em tons cereja, beijos de olhos fechados e abraços.
O amor não pede licença, não faz cerimónia. Instala-se, mas nem sempre pousa a mala. Convive com tudo o que por cá dentro andava, transforma parte e parte.
A vida entra cerimoniosamente num outro compasso.
O amor não precisa de porta aberta nem de janela encostada. Entra desavergonhadamente sem pedir licença. Instala-se e damos mais de nós, somos mais de outros. O mundo passa a ser casa de quem tem amor.
Uma vez vi o amor entrar numa vida. Como todo o amor, entrou e não se anunciou; foi sentido como os ventos da Bolanha (despertam dias, adormecem cansaços).
Dessa vez vi a vida com amor. Coisa não anunciada, mas tão bem amada.
A falta de modos do amor faz a vida mais prazenteira. Dias que correm, conversas em tons cereja, beijos de olhos fechados e abraços.
O amor não pede licença, não faz cerimónia. Instala-se, mas nem sempre pousa a mala. Convive com tudo o que por cá dentro andava, transforma parte e parte.
A vida entra cerimoniosamente num outro compasso.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Mini-Crónicas de uma criatura com três palmos
Fechou a porta com a doçura que lhe era natural.
Encostou-se, deixou-se escorregar. Cena de cinema de domingo à tarde.
Tal criatura não se podia dar à vulgaridade de protagonizar cena de filme para massas.
Levantou-se, limpou a cara como se só o vento a tivesse feito chorar.
O frio foi carrasco dos braços nus e dos pés descalços.
Ficou ali. Deixou que a noite a castigasse. Abraçou-se. Soluçou baixinho e engoliu a vontade de mal dizer da vida.
Escolheu a lua grande e branca para lhe adivinhar pensamentos.
Sacudiu a ousadia de se sentir triste e sorriu de pirraça para o céu.
Encostou-se, deixou-se escorregar. Cena de cinema de domingo à tarde.
Tal criatura não se podia dar à vulgaridade de protagonizar cena de filme para massas.
Levantou-se, limpou a cara como se só o vento a tivesse feito chorar.
O frio foi carrasco dos braços nus e dos pés descalços.
Ficou ali. Deixou que a noite a castigasse. Abraçou-se. Soluçou baixinho e engoliu a vontade de mal dizer da vida.
Escolheu a lua grande e branca para lhe adivinhar pensamentos.
Sacudiu a ousadia de se sentir triste e sorriu de pirraça para o céu.
domingo, 24 de abril de 2011
Dos abraços e revoluções
Li hoje o que há muito tenho pensado.
Não é texto científico baseado em experiências de laboratório e dissecação de relações. Parece não ser mais do que uma constatação em jeito de desabafo. Talvez uma mensagem guardada numa garrafa que se sabe vai ser aberta por alguém. Por um certo alguém.
Falava de abraços, de amor, de maturidade. De gente madura que ama e abraça. Aconchega. Cuida. Da entrega amante e amorosa de quem estende os braços e os fecha envolvendo o corpo de quem estima, de quem quer, de quem deseja, por quem suspira, por quem, muitas vezes, acha que respira.
Dei por mim a querer iniciar uma revolução que se inspira nestes abraços. Quis correr à rua e colher magnólias, rosas vermelho sangue, margaridas brancas ou violetas.
Quis encontrar mais gente capaz de achar que amar é muito mais do que co-habitar, que amar é olhar, e mais do que olhar, ser capaz de ver, capaz de romper estridentes silêncios para gritar sentimentos, que é esquecer pequenas dores para sarar feridas alheias, é soprar nuvens. Pegar nessa gente e iniciar uma revolução.
Depor o regime da cruz que se arrasta, do silêncio que se atira ao outro em jeito de tortura doméstica, da arrogância da mão não estendida, dos braços que jamais abrem, por isso jamais envolvem, da cegueira e da surdez a que tantos se recolheram porque acham que dormem com o inimigo.
Somos muito do que vivemos, do que ouvimos e do que lemos.
Enquanto junto esta dúzia e meia de palavras ouço uma canção que fala da saudade e da distância, do convite para que alguém entre, provavelmente também abrace, uma confusão(que se é). Juntei-lhe uma outra que relata a história de um amor capaz de mudar mundos, invadir almas, desses amores de quem se abraça, se entrelaça, se acha graça.
Guardo a não secreta esperança que esta garrafa seja aberta. Que se não esmoreça esta minha vontade de abraçar e ser abraçada.
Não é texto científico baseado em experiências de laboratório e dissecação de relações. Parece não ser mais do que uma constatação em jeito de desabafo. Talvez uma mensagem guardada numa garrafa que se sabe vai ser aberta por alguém. Por um certo alguém.
Falava de abraços, de amor, de maturidade. De gente madura que ama e abraça. Aconchega. Cuida. Da entrega amante e amorosa de quem estende os braços e os fecha envolvendo o corpo de quem estima, de quem quer, de quem deseja, por quem suspira, por quem, muitas vezes, acha que respira.
Dei por mim a querer iniciar uma revolução que se inspira nestes abraços. Quis correr à rua e colher magnólias, rosas vermelho sangue, margaridas brancas ou violetas.
Quis encontrar mais gente capaz de achar que amar é muito mais do que co-habitar, que amar é olhar, e mais do que olhar, ser capaz de ver, capaz de romper estridentes silêncios para gritar sentimentos, que é esquecer pequenas dores para sarar feridas alheias, é soprar nuvens. Pegar nessa gente e iniciar uma revolução.
Depor o regime da cruz que se arrasta, do silêncio que se atira ao outro em jeito de tortura doméstica, da arrogância da mão não estendida, dos braços que jamais abrem, por isso jamais envolvem, da cegueira e da surdez a que tantos se recolheram porque acham que dormem com o inimigo.
Somos muito do que vivemos, do que ouvimos e do que lemos.
Enquanto junto esta dúzia e meia de palavras ouço uma canção que fala da saudade e da distância, do convite para que alguém entre, provavelmente também abrace, uma confusão(que se é). Juntei-lhe uma outra que relata a história de um amor capaz de mudar mundos, invadir almas, desses amores de quem se abraça, se entrelaça, se acha graça.
Guardo a não secreta esperança que esta garrafa seja aberta. Que se não esmoreça esta minha vontade de abraçar e ser abraçada.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Os autistas da vida

A minha vida não é muito comprida, nem sequer posso dizer comprida. Não é intensa e mirabolante no número de coisas que já fiz. Fiz algumas. Muitas das que queria mesmo fazer, algumas das que dispensava.
Na minha vida interesso-me muito pouco por coisas. Vá-se lá saber porquê!?!
Do que eu gosto genuinamente é de pessoas. Mas o estranho é que o que me irrita mesmo também são as pessoas.
Há pessoas de quem gosto muito. E gostar muito é pouco.
Convivo com pessoas a quem apenas tolero.
Há uma ou outra que comecei por tolerar e hoje gosto. Enfim, há de tudo!
Bebo pessoas, bebo das pessoas. Ando embriagada de gente, e não entendo a vida a ressacar.
Faz-me confusão, às vezes quase comichão, a bolha em que certas pessoas vivem. Aqueles a que chamo os autistas da vida. Os que desconversam para voltar a falar deles, os que não olham nos olhos, os que te perguntam se estás bem e não esperam pela resposta. A unha encravada desta gente doi mais do que o dedo decepado do amigo. O chefe exigente é mais cruel do que o desemprego do vizinho. E monologam despreocupada e egoisticamente (haverá palavras que existem única e exclusivamente neste espaço de criação, pois aproveitai estas pérolas).
Vivem pois na solidão. Poucos há que aguentam muito tempo estes eternos enamorados pelo espelho.
Não os quero mudar, mas não me obriguem a ouvir contar pela milésima vez o probleminha quotidiano e na conversa patinarem no meu nome, porque não se importam com quem os ouve, o necessário é ter plateia.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Pensamentos profundos de Dona Mindinho

Tenho para mim que as relações entre as pessoas padecem exactamente do mesmo problema de que se ressente o comércio: andamos a importar muito produto chinês e a preterir o produto nacional.
Desculpamos a falta de qualidade com o baixo preço. Anda aí muita gente a engolir elefantes por alguém que conheceu na véspera e incapaz de relevar uma falhita de quem já lhe limpou o rabiosque.
Menos produtos baratos e cheios de defeitos, mais gente que realmente gosta de nós!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Pic Nic

Médico - E ele tem tido apetite.
Mãe - Sim. Mantém o apetite.
O pequeno lembra-se da lancheira e saca do seu leite com chocolate e do seu pão com manteiga. Estende o guardanapo na secretária do pediatra e toca a lanchar. O médico ri-se à gargalhada e a mãe cora. Olha com aquela cara de: podias ter esperado uns 2 minutos e o filho entende: devias ser bem educado e oferecer.
Estica os dois braços para o médico e:
- Oh sr. doutor, tu queres um pedacinho?
-Não, já papei o meu. Faz bom proveito.
-Mamã, ele é grande e diz papei!
Mais palavras para quê? Tragam água. Mãe, só há uma. E é da torneira.
Genética
-Mamã, sabes que há um museu nos estados inidos que se chama luvro?
- Não é bem assim. Estados Uuunidos, a terra do Obama. É em Paris, que é uma cidade francesa e é o museu do Louvre.
-Mamã, somos mesmo espertos!
Golinho de água para mãe sem palavras com tanta sabedoria. Mãe, só há uma. E é fresca.
- Não é bem assim. Estados Uuunidos, a terra do Obama. É em Paris, que é uma cidade francesa e é o museu do Louvre.
-Mamã, somos mesmo espertos!
Golinho de água para mãe sem palavras com tanta sabedoria. Mãe, só há uma. E é fresca.
Um poema com caracóis
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Dona Mindinho responde
"Querida Dona Mindinho, como devo tratar a minha namorada: uma lady ou uma louca?" Marco Paulo, 25 anos.
Marco, minha boa alminha, a mulher quer que o homem a trate como uma princesa, mas que não se intimide diante da mulher."
Marco, minha boa alminha, a mulher quer que o homem a trate como uma princesa, mas que não se intimide diante da mulher."
Dona Mindinho responde
"Querida Dona Mindinho, quero saber do que é que as mulheres gostam." Jorge, na casa dos 30.
Jorge, minha boa alminha, as mulheres gostam de homens que não façam como as marcas brancas que copiam o produto, pouco investem na embalagem, servem uma coisa com sabor a outra.
Jorge, minha boa alminha, as mulheres gostam de homens que não façam como as marcas brancas que copiam o produto, pouco investem na embalagem, servem uma coisa com sabor a outra.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Colaram os ponteiros daquele relógio. O calendário tem só uma folha. Os dias correm sem correr, cansam-se ao nascer.
Os olhos não se olham, mesmo quando as bocas se beijam. Colaram os ponteiros daquele relógio e não há hora de sair ou entrar, é sempre hora de ficar. Os dias cansam-se ao acender.
O bule fumega na varanda fria. O vento esqueceu-se de aquecer. É hora de ficar, mesmo para quem já resolveu correr.
Os olhos não se olham, mesmo quando as bocas se beijam. Colaram os ponteiros daquele relógio e não há hora de sair ou entrar, é sempre hora de ficar. Os dias cansam-se ao acender.
O bule fumega na varanda fria. O vento esqueceu-se de aquecer. É hora de ficar, mesmo para quem já resolveu correr.
sábado, 25 de setembro de 2010
Para minhokinha
Resolveu partir. Disse Adeus. Não posso dizer que respeito, aceito ou outra coisa qualquer, dessas que se dizem quando as pessoas fecham ciclos.
Vejo-a fechar o ciclo e (quase)calo a vontade de a fazer permanecer ali, onde bebo histórias, rio com personagens, cheiro muitos lugares de onde sinto saudades.
Releio fábulas, sorrio com crónicas e matuto em meia dúzia de pessoas. Sinto aquela falta quase aguda dos primeiros dias de adeus.
Mas vim cá dizer que gostei muito, que muitas palavras animaram horas dos meus dias, que tantas personagens me levaram à gargalhada, que suspenses me fizeram acelerar a respiração. Isto também é viver.
Ao pequeno e adorável verme o meu obrigada.
Vejo-a fechar o ciclo e (quase)calo a vontade de a fazer permanecer ali, onde bebo histórias, rio com personagens, cheiro muitos lugares de onde sinto saudades.
Releio fábulas, sorrio com crónicas e matuto em meia dúzia de pessoas. Sinto aquela falta quase aguda dos primeiros dias de adeus.
Mas vim cá dizer que gostei muito, que muitas palavras animaram horas dos meus dias, que tantas personagens me levaram à gargalhada, que suspenses me fizeram acelerar a respiração. Isto também é viver.
Ao pequeno e adorável verme o meu obrigada.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Coisas da vida
Os dias passavam e as não palavras reafirmavam a paixão.
Ela lambeu-lhe feridas que não fez, ele sorriu vida quando voltou a viver. Ela abraçava-o, e ele, bem ele ficava seguro e sereno na grandeza dos braços pequenos com que era envolvido. Ela não quis gostar dele, ele quis muito gostar dela. Ela acabou rendida a um mundo em obras, ele construía um mundo novo com ela (no horizonte).
As não palavras juntaram-se e uma noite, na frenética confusão da multidão, entre suores de outros corpos, entre músicas de outras vidas, ele ajoelhou-se aos pés dela para a cortejar. Riram muito, deram beijos de filme e apalavraram os sentimentos.
Não viveram juntos e felizes para sempre. Nunca se cansaram, o tédio não tomou conta deles. Há sempre uns alfinetes que furam nuvens.
Ela lambeu-lhe feridas que não fez, ele sorriu vida quando voltou a viver. Ela abraçava-o, e ele, bem ele ficava seguro e sereno na grandeza dos braços pequenos com que era envolvido. Ela não quis gostar dele, ele quis muito gostar dela. Ela acabou rendida a um mundo em obras, ele construía um mundo novo com ela (no horizonte).
As não palavras juntaram-se e uma noite, na frenética confusão da multidão, entre suores de outros corpos, entre músicas de outras vidas, ele ajoelhou-se aos pés dela para a cortejar. Riram muito, deram beijos de filme e apalavraram os sentimentos.
Não viveram juntos e felizes para sempre. Nunca se cansaram, o tédio não tomou conta deles. Há sempre uns alfinetes que furam nuvens.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Por quem riem meus olhos
(...)Precipitaram-se sorrisos e uma quentura na alma que desconhecia.
Passaram-se dias, semanas e meses. Teve tempo de medrar as esperanças, as dúvidas e a certeza de amar sempre e para sempre. É qualquer coisa que não se explica.
E nasceu. Deu-o ao mundo sem que ele quase lhe rasgasse a carne, viu-o sujo das suas entranhas mas cheirou-o quente de amor.
E nesse dia em que o sentiu nos braços, adormecendo-o do cansaço da luta pelo mundo deu-lhe um nome dos homens, mas acreditou que recebia um presente dos deuses.
Passaram-se dias, semanas e meses. Teve tempo de medrar as esperanças, as dúvidas e a certeza de amar sempre e para sempre. É qualquer coisa que não se explica.
E nasceu. Deu-o ao mundo sem que ele quase lhe rasgasse a carne, viu-o sujo das suas entranhas mas cheirou-o quente de amor.
E nesse dia em que o sentiu nos braços, adormecendo-o do cansaço da luta pelo mundo deu-lhe um nome dos homens, mas acreditou que recebia um presente dos deuses.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Hoje fo(i) dia santa. Hoje fo(i) dia di graça. Quem criou o mundo fo(i) Deuss
Vou tentar que o texto não tenha muitos insultos. Prometo.
Adiei até agora estas minhas linhas. Achei que só eu andava chateada com o festim que se tem montado neste meu país. Afinal não. Encontrei um ou dois descrentes nisto de parar um país para receber um homem.
Ah porque é o sucessor de S.Pedro, ah porque é o representante da Igreja Católica. Ah que eu nem vou discutir isso para não nos chatearmos todos aqui e agora.
Porque o senhor é um chefe de Estado. Ok, estamos a falar a minha lingua. Então este senhor que chefia um estado deve estar a par das notícias de que andamos todos com a corda na garganta, que alguns até já resolveram tirá-la da garganta e amarrá-la na zona da cintura porque a bela da calça já não se segura. O senhor chefe de estado sabe bem que nestes três dias vamos penhorar algumas pratas para o presentear.
Que se receba bem quem vem por bem, muito de acordo. Mas que não nos façamos de primeiro mundistas no receber se somos bem menos no sobreviver.
Que a FÉ não se discute eu respeito. Tenho a minha: na Vida, nos Homens e reconheço Jesus Cristo como exemplo a seguir. E porque O respeito parece-me tão pouco apropriado estes dourados dos pratos e o encarnado dos sapatos prada.
E que sorte tenho eu de já não se queimarem bruxas na fogueira.
Adiei até agora estas minhas linhas. Achei que só eu andava chateada com o festim que se tem montado neste meu país. Afinal não. Encontrei um ou dois descrentes nisto de parar um país para receber um homem.
Ah porque é o sucessor de S.Pedro, ah porque é o representante da Igreja Católica. Ah que eu nem vou discutir isso para não nos chatearmos todos aqui e agora.
Porque o senhor é um chefe de Estado. Ok, estamos a falar a minha lingua. Então este senhor que chefia um estado deve estar a par das notícias de que andamos todos com a corda na garganta, que alguns até já resolveram tirá-la da garganta e amarrá-la na zona da cintura porque a bela da calça já não se segura. O senhor chefe de estado sabe bem que nestes três dias vamos penhorar algumas pratas para o presentear.
Que se receba bem quem vem por bem, muito de acordo. Mas que não nos façamos de primeiro mundistas no receber se somos bem menos no sobreviver.
Que a FÉ não se discute eu respeito. Tenho a minha: na Vida, nos Homens e reconheço Jesus Cristo como exemplo a seguir. E porque O respeito parece-me tão pouco apropriado estes dourados dos pratos e o encarnado dos sapatos prada.
E que sorte tenho eu de já não se queimarem bruxas na fogueira.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O presépio, ou a história de um menino com imaginação adubada
Antes de contar a pérola da minha cria, peço desculpa: este blog está a tornar-se numa espécie de compilação das gracinhas do pequenito. Mas quem tem a sorte de ter um rapazinho esperto e doce com frases destas tem mesmo que partilhar. Pois então cá vai.
- Mamã, é o presépio.
-Sim. E quem está aí?
- Jesus, Maria, o pai e a vaca.
- E sabes por que comemoramos o Natal?
-São os anos de Jesus.
-E sabes por que se comemoram os anos de Jesus?
-Não.
-Porque ele foi muito importante no tempo dele... (Fui interrompida a meio de uma lição sobre humanismo, fraternidade, solidariedade - até ouço os sininhos e músicas bonitas dentro da minha cabeça)
- Pois é, a Maria quando o tinha na barriga andava muito curiosa para saber se ele ia nascer com 1 ou mais dentes.
Imaginação em constante rebuliço fervilhante do meu pimpolho, acho que isto merece um golinho de água. -Mãe só há uma, e é fresca.
- Mamã, é o presépio.
-Sim. E quem está aí?
- Jesus, Maria, o pai e a vaca.
- E sabes por que comemoramos o Natal?
-São os anos de Jesus.
-E sabes por que se comemoram os anos de Jesus?
-Não.
-Porque ele foi muito importante no tempo dele... (Fui interrompida a meio de uma lição sobre humanismo, fraternidade, solidariedade - até ouço os sininhos e músicas bonitas dentro da minha cabeça)
- Pois é, a Maria quando o tinha na barriga andava muito curiosa para saber se ele ia nascer com 1 ou mais dentes.
Imaginação em constante rebuliço fervilhante do meu pimpolho, acho que isto merece um golinho de água. -Mãe só há uma, e é fresca.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Um caderno com sentimentos
-Mamã, encontrei o meu caderno. Vou escrever. Onde está a caneta?
-Na cozinha, na latinha das canetas. Não faças asneiras.
-Não. Vou escrever muito. Pronto, acho que vou escrever o meu nome.
(Breves minutos depois)
-Jó, onde estás?
-A brincar com os Gormiti.
-E onde está a caneta?
-No meu quarto.
-E o que faz a caneta no teu quarto, se o lugar dela é na lata das canetas que está na cozinha?
-Mamã, a caneta faz companhia ao meu caderno que estava sozinho e triste.
Com um menino que tem respostas mais calóricas do que mil bolas de berlim com creme preciso de uma água. - Mãe, só há uma, e tem gás!
-Na cozinha, na latinha das canetas. Não faças asneiras.
-Não. Vou escrever muito. Pronto, acho que vou escrever o meu nome.
(Breves minutos depois)
-Jó, onde estás?
-A brincar com os Gormiti.
-E onde está a caneta?
-No meu quarto.
-E o que faz a caneta no teu quarto, se o lugar dela é na lata das canetas que está na cozinha?
-Mamã, a caneta faz companhia ao meu caderno que estava sozinho e triste.
Com um menino que tem respostas mais calóricas do que mil bolas de berlim com creme preciso de uma água. - Mãe, só há uma, e tem gás!
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