Mostrar mensagens com a etiqueta Amar não tem idioma. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amar não tem idioma. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de abril de 2011

Dos abraços e revoluções

Li hoje o que há muito tenho pensado.
Não é texto científico baseado em experiências de laboratório e dissecação de relações. Parece não ser mais do que uma constatação em jeito de desabafo. Talvez uma mensagem guardada numa garrafa que se sabe vai ser aberta por alguém. Por um certo alguém.
Falava de abraços, de amor, de maturidade. De gente madura que ama e abraça. Aconchega. Cuida. Da entrega amante e amorosa de quem estende os braços e os fecha envolvendo o corpo de quem estima, de quem quer, de quem deseja, por quem suspira, por quem, muitas vezes, acha que respira.
Dei por mim a querer iniciar uma revolução que se inspira nestes abraços. Quis correr à rua e colher magnólias, rosas vermelho sangue, margaridas brancas ou violetas.
Quis encontrar mais gente capaz de achar que amar é muito mais do que co-habitar, que amar é olhar, e mais do que olhar, ser capaz de ver, capaz de romper estridentes silêncios para gritar sentimentos, que é esquecer pequenas dores para sarar feridas alheias, é soprar nuvens. Pegar nessa gente e iniciar uma revolução.
Depor o regime da cruz que se arrasta, do silêncio que se atira ao outro em jeito de tortura doméstica, da arrogância da mão não estendida, dos braços que jamais abrem, por isso jamais envolvem, da cegueira e da surdez a que tantos se recolheram porque acham que dormem com o inimigo.
Somos muito do que vivemos, do que ouvimos e do que lemos.
Enquanto junto esta dúzia e meia de palavras ouço uma canção que fala da saudade e da distância, do convite para que alguém entre, provavelmente também abrace, uma confusão(que se é). Juntei-lhe uma outra que relata a história de um amor capaz de mudar mundos, invadir almas, desses amores de quem se abraça, se entrelaça, se acha graça.
Guardo a não secreta esperança que esta garrafa seja aberta. Que se não esmoreça esta minha vontade de abraçar e ser abraçada.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Para esta primeira meia dúzia de anos juntos

Sucedeu assim
Composição: Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto

Assim,
Começou assim
Uma coisa sem graça
Coisa boba que passa
Que ninguém percebeu

Assim,
Depois ficou assim
Quis fazer um carinho,
Receber um carinho,
E você percebeu

Fez-se uma pausa no tempo
Cessou todo meu pensamento
E como acontece uma flor
Também acontece o amor

Assim,
Sucedeu assim,
E foi tão de repente
Que a cabeça da gente
Vira só coração
Não poderia supor
Que o amor nos pudesse prender,
Abriu-se em meu peito um vulcão
E nasceu a paixão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pa odju pretu di nha mininu


Ka tem na seu um strela

ki ta limia

sima kel odju pretu di nha mininu.



Ka tem ventu

ki ta frescan

mas ki kel si beijinhu sabinhu.



Amor di mama ka tem

na mundo, ninhum siensa.



Kel amor ta kentanu na petu

ta fadiganu xintidu

ta pono pé na caminhu

si kre, dia di turbulensa.